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A ideologia do género… estúpido

Confesso-me pecador e além do mais ignorante, sem capacidade para atingir as altas escarpas intelectuais daqueles que defendem a ideologia do género. Sou do género estúpido. Posto isto, e na minha qualidade, que é tão intocável como a de outro género qualquer, seja LGBTIQ+ e o que mais quiserem pôr, nasci menino e fui educado como menino. Naturalmente essa repressão feroz exercida pela família, sociedade e escola, fez-me desembocar, com o passar dos anos (mais de 60), num velho pai e avô heterossexual. Como já devem ter percebido por aquilo que aqui escrevi (mas que eu, como estúpido, não tenho a certeza) sou, quase certamente homofóbico, racista, xenófobo, chauvinista e, claro, fascista

Uma das coisas que mais me espanta é ter descoberto, através de um pensador brasileiro, seguidor de Judith Butler, que os defensores da ideologia do género não negam a biologia. “Eu nunca li nenhum autor de estudos de género negar a biologia” afirma o nosso irmão brasileiro (ver aqui), sublinhando que sabem que os órgãos são diferentes, assim como o sistema reprodutivo e tudo isso é diferente. O que os estudos de género dizem, insiste o moço, “é que essas características não determinam quem somos ou quem devemos ser”. Foi um momento de alívio. Por momentos, pensei que o meu órgão sexual tinha sido colado ou cosido pela família, escola ou sociedade. Não, nada disso! Nasci mesmo com ele.

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