Siga-nos

Perfil

Expresso

O fogo e o luto – o que falhou

A calamidade de Pedrógão Grande e das povoações vizinhas é indescritível. Os repórteres que no terreno disseram não ter palavras para descrever o que viam foram os mais verdadeiros. Há desgraças indizíveis e, como numa das suas canções mais certeiras, cantou Chico Buarque (‘Notícia de Jornal’’) “A dor da gente não sai no jornal”

É próprio da natureza humana querer determinar, de imediato, os culpados. Apontá-los, julgá-los na praça pública, humilhá-los. Esta é a natureza primitiva dos homens, que a civilização foi superando. É necessário passar as fases do luto, é necessário fazer o luto. Com isto, não pretendo que não haja erros (quem sabe se crimes) falhas, decisões erradas e responsabilidade política. Pode ser que tudo isto exista. Apenas pretendo que não se atue ao sabor de vagas ou de embirrações súbitas. Dar dois passos atrás para ver todo o panorama, toda a floresta, e não apenas a árvore, foi sempre um bom conselho.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido