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As manhas da EDP, do Estado e de António Costa

A primeira reação de António Costa às investigações do Ministério Público em curso na EDP e outras empresas de energia foi que estas têm “manhas” para contornar os quadros regulatórios e contratuais. Ninguém pode deixar de concordar com ele. Mas há aqui uma manha: é que se essas empresas contornam, de duas uma: ou os reguladores, isto é o Estado, não sabe, ou sabendo as deixa contornar. Por isso, eu também não tenho dúvidas de que há umas manhas do Estado para deixar que isso aconteça. E se isso acontece, das duas, uma: ou o Governo permite ou não permite. É o que me leva a dizer que há, por aqui, umas manhas do Governo e de António Costa

Basta olhar para uma fatura de eletricidade para – e cito Nicolau Santos – “ficarmos em estado de choque”. E se o estado de choque está claramente relacionado com o choque elétrico, a verdade é que desta investigação, com assinaláveis exceções, só vejo sair condenações e fogueiras na direção das empresas e nada na direção do Estado. O Governo atual até prometeu cobrar 500 milhões à EDP, curiosamente num ‘timing’ perfeito com o da investigação.

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