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Migrações: a radicalidade da fraternidade humana

Foi divulgado um interessante estudo sobre demografia e migrações em Portugal. Rapidamente, as conclusões não surpreendentes são as seguintes: se o país fechasse as fronteiras passaria dos atuais 10,4 milhões para 7,8 milhões de habitantes em 2060 e ficaria sem “quadros qualificados suficientes para ocupar os lugares necessários para o avanço da Economia”

O estudo (cujo resumo li no ‘Público’) com o título “Migrações e Sustentabilidade Demográfica”, da responsabilidade do sociólogo do ISEG João Peixoto e a contribuição de mais 12 autores, foi feito para a Fundação Francisco Manuel dos Santos e sublinha a necessidade de Portugal abrir as fronteiras à imigração, controlando-a, sob o risco de “comprometer totalmente o futuro”.

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  • João Peixoto: “Seria um suicídio demográfico se Portugal fechasse fronteiras”

    Portugal precisa de imigrantes para garantir a sustentabilidade demográfica do país - é essa a principal conclusão de um estudo divulgado esta quinta-feira. João Peixoto, sociólogo e coordenador do trabalho, explica o que mais é preciso fazer em Portugal para atenuar o envelhecimento acelerado que o país vive. “É preciso ter políticas públicas que mantenham o país atrativo para a entrada de estrangeiros e que estejam atentas às saídas de portugueses para que, em nenhum caso, se volte a passar o que se passou nos últimos anos”

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    Atrair imigrantes e evitar saídas permanentes é o que Portugal precisa para assegurar a sustentabilidade da sua população. Um estudo divulgado esta quinta-feira quantifica o número de habitantes que seriam necessários em Portugal e prova que mais entradas do que saídas todos os anos até 2060 teriam efeitos positivos na economia e na Segurança Social. Mesmo assim, as migrações só por si não chegam para resolver os problemas demográficos