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O ‘acidente’ de Almaraz

Sempre fui contra a energia nuclear. Confesso que nada tem a ver com uma pulsão para a ecologia, que aliás não tenho, mas sim com um respeito pelo que não dominamos e conhecemos. Essa convicção tem-se reforçado à medida que acontecem acidentes e incidentes. Se, em 1983, data do Plano Energético Nacional (era Veiga Simão ministro da Indústria) já escrevia contra o nuclear, numa altura em que o maior dos acidentes nem tinha acontecido – Chernobyl -, hoje reforço a convicção. E ainda mais quando sei (informação da Renascença) que um estudo do Exército afirma que um incidente à escala do que aconteceu na atual Ucrânia e ex-URSS pode afetar 800 mil portugueses. Ou seja, quase 10% da nossa população

O estudo baseia-se em critérios da Nato e no cenário mais negro. Mas é assim que se devem fazer os estudos. Nada indica que Almaraz tenha um problema igual ao de Chernobyl, onde rebentou um reator e se seguiu um incêndio. Nada indica nada, salvo que a confusão em Portugal era e mantém-se um descalabro – o estudo tem sete anos, quase ninguém o conhecia e mesmo a Proteção Civil não sabia nada acerca dele.

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