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A velha conversa do Estado laico

Cada vez que um Governo procede de modo a agradar ou mesmo a não conflituar com a Igreja Católica, surge uma brigada – nem sempre a mesma – a recordar que o Estado é laico. Pois é. E não me lembro de o não ser nos últimos 43 anos. Laico não é irreligioso, antirreligioso, ateu ou desinteressado do papel da Igreja. O Estado laico, que corresponde à separação total de poderes entre Igreja e Estado, benéfica para ambos os lados, quer dizer, sobretudo, que as políticas do Estado não se determinam ou são determinadas pelas preferências, orientações ou doutrinas da Igreja

Não me parece que uma tolerância de ponto entre nesta classificação. E por outro lado – no casamento homossexual, no aborto, no adoção de filhos por casais do mesmo sexo e por tantas outras vezes – o Estado já demonstrou que não é determinado pelas orientações da Santa Sé ou da Igreja Católica. Que dizer então da raivinha latente de certos crentes (em sei lá o quê) face a uma tolerância de ponto?

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