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E logo o cão, animal cheio de direitos

Já gastei muito latim contra os chamados ‘direitos dos animais’, afirmando o que me parece óbvio: são as pessoas que têm deveres em relação aos animais que estão à sua guarda e, de um modo geral, em relação aos animais domésticos ou domesticados e não os animais que auferem quaisquer direitos. Tal não impede que a doutrina dos ‘direitos dos animais’ faça o seu caminho – mesmo até ao Parlamento, onde se senta um eleito em nome desses princípios. Não irei tão longe como Miguel Sousa Tavares que afirma ter por esse deputado a mesma consideração política ou intelectual que tem por uma perdiz sem penas ou por um coelho sem pelo, mas aproveito a onda dos cães que atacam crianças para lhe pedir que pense bem nas inanidades que espalha

É certo que não é o único. Boa parte dos nossos adoráveis políticos, que parecem mais talhados para colocar fotografias de gatinhos no Facebook do que para resolver problemas concretos, alinham nessas teses. Em Portugal tudo tem direitos!

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    Dados são da GNR - faltam ainda os da PSP. Casos como o rottweiler que mordeu uma criança em Matosinhos esta terça-feira começaram a ser contabilizados pelas autoridades há dez anos. A menina de 4 anos foi operada de urgência e está livre de perigo. O dono do cão saiu em liberdade depois de ouvido pelo Ministério Público

  • Rottweiler: “uma arma” que pode ser “extremamente dócil” quando é bem-educada

    Um rottweiler adulto pesa cerca de 50 kg e a força da mandíbula torna quase impossível abrir a sua boca quando ferra os dentes em algo ou alguém. O potencial agressivo e a força fazem dele uma das sete raças consideradas perigosas, mas a educação é a chave para não serem “uma arma”. “Já vi rottweilers muito mansos, mas também já houve alguns que nem me cheguei perto”, conta ao Expresso o bastonário da Ordem dos Veterinários. Segundo a GNR, nos últimos 15 meses registaram-se 355 ataques com cães