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25 de Abril, sempre? Para alguns não!

Vamos fingir que somos lorpas e não percebemos. Sim, a festa do 25 de Abril foi muito linda, imperou a unidade, os discursos não foram de ‘bota-abaixismo’, como bem referiu Vasco Lourenço, um dos homens, sem dúvida de esquerda, que uniu a liberdade de Abril ao pluralismo e tolerância de 25 de Novembro. Mas a proximidade das eleições francesas e a atitude do PCP e do Bloco face a elas, bem como a morte de Mário Soares e a ausência de referências desses dois partidos perante aquele que foi o expoente da nossa vida democrática durante 40 anos, não nos permite fingir que não percebemos. O 25 de Abril deles é diferente

Escreve hoje Rui Tavares que o lema “Fascismo nunca mais!” é para levar mais a sério nestes tempos. E por isso o historiador e ex-bloquista (atualmente do Livre) não percebe as reticências de Bloco e PCP em apoiarem Macron contra Le Pen. Eu percebo e, tal como Paulo Rangel, acredito haver uma linha de continuidade nessa atitude. Mas voltando a Tavares (que também cumpre o ofício de historiador) o cronista recorda um texto do candidato esquerdista que não apelou ao voto em Macron, escrito faz hoje precisamente 15 anos, onde Mélechon criticava quem tivesse dúvidas em votar Jacques Chirac (o ‘escroque’, como lhe chamava a esquerda) contra o pai Le Pen. E não foram só os tempos e as vontades que mudaram.

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