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Novo banco, velhos problemas

Sim, parece que um banco pode valer menos de zero, como escreveu, hoje, no Expresso Curto João Vieira Pereira. Sim, pode ser que esta solução para o Novo Banco seja o pior dos dois mundos, como escreveu Daniel Oliveira, apoiando as teses de Catarina Martins. Sim, e pode ser que o Novo Banco devesse sovieticamente integrar o “setor público bancário” como exigiu Jerónimo de Sousa. Sim, pode ser que esta seja a solução menos má, como diz o PS e o ministro Centeno (que amanhã explicará tudo, segundo prometeu). Mas uma coisa é certa, fosse qual fosse a solução, seríamos sempre nós, os contribuintes, a pagá-la, como acabou por dizer o ex-ministro Teixeira dos Santos

Em Portugal temos três hipóteses: ou quase todos os bancos estavam entregues a bandidos e por isso têm e tiveram problemas; ou o nosso sistema bancário tinha regulamentações, regras e orientações erradas; ou – o que me parece mais sensato – as duas coisas conjugadas. Por isso, desde o célebre BPN, nacionalizado e gerido pela CGD em 2008, até ser vendido ao desbarato ao angolano BIC, até às dúvidas que hoje se abatem sobre o Montepio e a própria CGD, de uma coisa apenas tivemos a certeza: é que fomos, somos e seremos nós a pagar. Por isso, o banco pode chamar-se Novo, mas o problema é velho, tem quase nove anos e não tem melhorado.

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