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Brexit – é lenta a separação

Mais de 44 anos depois de ter aderido, o Reino Unido apresentou hoje o seu requerimento de divórcio com a União Europeia. Fá-lo depois de um referendo em que ninguém percebeu inteiramente o que estava exatamente a votar (é o mal dos referendos, simplificarem tudo até ao limite do ‘sim’ ou ‘não’). E agora, de acordo com as melhores expectativas levará dois anos a, efetivamente, sair. Até lá, é membro e tem de cumprir determinadas normas, inclusive as decisões dos tribunais europeus

O instante do voto foi tipo ‘tiro e queda’. Os britânicos votaram tanto mais pela separação quando maior era a sua dependência da Comunidade e dos seus fundos. Isto é contraditório e parece não fazer qualquer sentido, mas é a realidade. E, numa simples perspetiva histórica podemos aproximar-nos de uma explicação que passa, igualmente por motivos como os operários americanos votarem Trump ou os seus congéneres franceses se passarem para Le Pen. Esse motivo é a globalização e os seus efeitos. Não quero apresentá-los como bons ou maus, pois são apenas resultado de inúmeras e inescrutáveis ações e decisões desenvolvidas nos últimos séculos.

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