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Aos poucos, a censura instala-se

Escreve hoje o advogado Francisco Teixeira da Mota, especialista em casos de liberdade de expressão, que a censura não é de direita nem de esquerda, tem mais a ver com quem está no poder. Certíssimo! Mas há casos em que o poder se mistura com certas empresas e torna tudo pior. É o caso da ZAP, distribuidora de televisão em Angola e Moçambique, que decidiu retirar a SIC Notícias e a SIC Internacional da sua rede. Poder-se-á dizer que é uma decisão meramente empresarial, mas surge a pergunta: e por que não outros canais da SIC (Mulher, Radical, K e Caras)? E por que não a RTP? A ZAP é de Isabel dos Santos e lá saberá. Mas o meu interesse (que não posso dizer seja desinteressado) não se fica por aqui

Em Portugal a notícia passou quase despercebida. Referências na SIC, no Expresso e na Visão (todas deste mesmo grupo), no Negócios e no Correio da Manhã (grupo Cofina), uma pequena notícia no ‘Dinheiro Vivo’ (DN) e nada ou pouco mais. Há, no entanto, destaque na Deustsche Welle (agência alemã, que relaciona a decisão com a situação política naquele país) e em inúmeros órgãos de comunicação social não oficiais em Angola. Alguns considerando a decisão com “ameaça à liberdade de expressão”, como escreve o Rede Angola.

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