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O tempo e a Justiça – o caso Sócrates

Escrevi há pouco mais de 15 dias, na última página da edição semanal do Expresso, que ultrapassar de novo os prazos na investigação a Sócrates era desprestigiante e mau para a Justiça. Mantenho a ideia, por muito que possa compreender as dificuldades das cartas rogatórias e as complexidades próprias de quem tem meios para fazer circular dinheiro por dezenas ou centenas de locais. Se sabem (ou deveriam saber) que é assim, que a confusão é muita, que as respostas são lentas, que a investigação dá muitas voltas, por que colocam prazos? Ao não os cumprirem a ideia que deixam, por muito injusta que seja, é a da própria incompetência ou a da inocência dos visados. Uma exagerada insistência na dilação de prazos, depois de ter havido prisões preventivas, não pode deixar ninguém descansado. A sua eternização é um desassossego

Não vale a pena referir aqui o meu profundo desrespeito político e mesmo pessoal por José Sócrates. Dos muitos primeiros-ministros (mais de uma dúzia) que, como jornalista, contactei foi ele o pior; o único que quis alterar notícias; o único que vi mentir acerca do que tinha sido escrito; o único que me ameaçou diretamente; o único que demonstrou rancor. E, no entanto, se isto politicamente é muito, judicialmente nem conta. Verdadeiramente interessa-me infinitamente mais a salvaguarda da Justiça e dos cidadãos perante a Justiça do que o destino de Sócrates.

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