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O lenço e o combustível para o terrorismo

A possibilidade conferida às empresas, pelo Tribunal de Justiça Europeu, de proibirem o véu islâmico é uma medida que só contribui para a radicalização de uma comunidade que, por mais que se diga que não, já é olhada de lado um pouco por todo o lado. Le Pen ou Wilders não teriam desejado outra coisa. Porque a medida mete no mesmo saco o que é diferente. Diz que o véu islâmico é um símbolo religioso e por isso, para ser politicamente correto e igualitário, o Tribunal permite a proibição de todos os símbolos religiosos

Sobre estes aspetos devíamos ser bastante claros. Não se deve proibir ninguém de exprimir as suas preferências religiosas, num ambiente de tolerância e pluralismo, do mesmo modo que não se pode obrigar ninguém a revelá-las. Isto permite a um homem andar com um crucifixo ou uma mulher com um lenço. Do mesmo modo, não é admissível que, por motivos, sejam eles quais forem, a identidade, ou a cara de uma mulher se esconda totalmente. Mas isso apenas acontece com o Niqab e com a Burqa. Com o Hijab, Al-Amira, Shayla, Khimar e Chador (ver aqui as óbvias diferenças), embora todos lenços religiosos, as feições são totalmente reconhecíveis.

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