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Centeno mentiu… e fez bem pior

Nesta questão das relações de Centeno com a anterior administração da CGD devo dizer que não foi só Marcelo Rebelo de Sousa que se sentiu traído. Eu também. Confesso a minha simpatia pessoal por Mário Centeno, embora não o conheça, mas talvez pelo seu ar de Zé Colmeia (Yogi Bear, em inglês), figura com alguma importância na minha infância. E confesso que há uns meses me fartei de criticar António Domingues por aspetos – tenho hoje de reconhecer – em que ele não foi responsável

Não sou tão hipócrita que não reconheça que todos os ministros das Finanças enfiaram o barrete aos portugueses. Todos. E em especial Maria Luís Albuquerque. Não rasgo as vestes por causa disso, mas sei que, quanto mais acharmos normal a mentira mais força damos aos verdadeiros mentirosos e perigosos populistas que querem destruir os regimes democráticos e abertos. Também não me posso indignar como uma virgem por ter sido um gabinete de advogados a fazer uma lei. Valha-me Deus! Ando nisto há 40 anos e há muito que vejo coisas destas. Não concordo e acho errado, mas não é caso inédito.

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  • Marcelo sentiu-se traído quando leu SMS de Centeno e Domingues

    O conselheiro de Estado António Lobo Xavier, amigo de António Domingues, deu a conhecer o conteúdo das mensagens ao Presidente. Marcelo ter-se-á sentido traído, diz o “DN”, o que explica em parte o tom do comunicado desta semana em que justifica a manutenção do ministro das Finanças “atendendo ao estrito interesse nacional em termos de estabilidade financeira”

  • Errar a perceção mútua é humano?

    Fazemos assim: contamos isto em história. Em duas histórias. Uma: o Capuchinho Vermelho escolheu um atalho para chegar ao destino porque era mais rápido e, ingénuo como era, foi levado pelo lobo. Foi assim que Mário Centeno chegou ao Governo e escolheu atalhos para resolver o problema da banca. Tem a casa a arder, mas esse incêndio já pertence à segunda história. Já lá vamos

  • PSD insiste que Centeno está “preso por arames”

    Sociais-democratas aproveitam audição a Centeno na Comissão de Orçamento e Finanças para reiterar críticas à forma como o “ainda ministro” conduziu as negociações com o anterior presidente da CGD para garantir a isenção de apresentação de declarações de rendimentos. Mário Centeno não respondeu às críticas

  • PCP critica “campanha de achincalhamento” da direita no dossiê CGD

    Miguel Tiago diz que PSD e CDS estão a usar a CGD para “atacar a solução política” que deu origem ao atual Governo. Comunistas também criticam défice de 2,1%, por entenderem que cada décima adicional abaixo da meta de 3% representa “190 milhões de euros” que não foram investidos na economia