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Não ao Acordo Heterográfico

Como o nome indica, um acordo ortográfico resulta de um acordo sobre o orto (que em grego significa reto ou direito) que a grafia deve ter. A grafia já teve vários modos e formas e feitios. A ideia de um novo acordo que vem de 1990, há 27 anos portanto, não era agradar a toda a gente nem tão pouco obrigar a que, em privado, todos escrevessem da mesma maneira as mesmas palavras. O acordo serve para jornais poderem segui-lo ou fazerem campanha contra (como o ‘Público’), para as escolas e o Estado o adotarem. De resto, a liberdade mantém-se

É pois racionalmente inexplicável uma polémica tão antiga a respeito de algo que – ao contrário do que nos querem impingir – nada tem a ver com pureza da língua ou com as confusões de palavras. Quem estudou um pouco de linguística sabe que as palavras são sempre entendidas no contexto de frases e não isoladamente – tanto faladas como escritas. Por isso canto (verbo cantar), canto (da sala) ou canto (no futebol) podem ser escritas da mesma maneira e serem sempre entendidas consoante o contexto.

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  • Academia das Ciências chama profissionais da escrita para mudarem acordo ortográfico

    A Academia de Ciências de Lisboa (ACL) apresentou na semana passada um documento em que propõe “Sugestões para o Aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” e que vai ser apresentado na Assembleia da República com vista a abrir um processo de revisão do texto de 1990 que agora vigora. Em entrevista ao Expresso, o presidente da ACL anuncia que vai chamar para um encontro nacional os profissionais da escrita e as empresas que vendem corretores ortográficos para discutirem as mudanças necessárias - está agendado para março. Artur Anselmo de Oliveira Soares explica ainda que dentro da Academia há quem defenda que o acordo deve ser rasgado, mas a grande maioria tem opinião diferente. E deixa críticas ao poder político: “Não nos têm ouvido. Quando o acordo foi aplicado em 2011, nós não fomos informados”