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Uma nódoa que atinge Centeno

Mentir numa Comissão de Inquérito Parlamentar é algo muito grave. Não me esqueço de que no Expresso publicámos, com destaque, a notícia de que Dias Loureiro tinha mentido ao Parlamento, informação muito glosada. É, pois, importante saber se Mário Centeno fez o mesmo a propósito da necessidade das declarações de rendimentos dos gestores da CGD. Porque, hoje mesmo, a revelação pelo jornal digital ‘Eco’ de uma carta de António Domingues ao ministro das Finanças dá a entender que este pode bem ter mentido não só aos deputados como a todos nós

Não vale a pena recapitular os factos. Todos se lembrarão deles. Quando foi retirado o estatuto de Gestor Público aos gestores da CGD apareceu Marques Mendes na SIC a recordar que isso os poderia desobrigar a entregar o património e rendimentos no Tribunal Constitucional. O comentador e ex-líder do PSD pôs a hipótese de ser um lapso. O Governo respondeu que não era um lapso; era assim mesmo. Mais tarde, sabe-se que uma lei mais antiga, de 1983, não eximia os gestores de mostrar as declarações. E daí nasce uma polémica, que depois de passar pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República, leva Domingues a entregar a declaração ao TC e, em seguida, demitir-se da CGD.

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