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As lágrimas amargas de Martin Schulz

Ao despedir-se do Parlamento Europeu aquele que é o seu presidente cessante não conseguiu evitar umas lágrimas. Disse, com razão o social-democrata alemão, que agora vai tentar a sua sorte na política de Berlim, que aqueles que respondem à globalização com nacionalismos e fronteiras fechadas estão comprometer e a fazer pouco do futuro das novas gerações

Schulz tem razão, mas não tem a razão toda. Penso que deveríamos cotejar as suas palavras com as de Joseph Weiler, ex-presidente do Instituto Europeu de Florença. Hoje, numa entrevista ao ‘Público’, Weiler afirma ideias muito importantes. Sublinho uma em especial: a ideia dos direitos colonizou tudo. Ninguém acha que tem deveres. E outra ainda: a secularização. “Não me interprete mal” diz Weiler “Não sou cristão nem evangélico”, mas, acrescenta, como cientista social e não julgando as pessoas pela fé que têm, verifica que – e cito sublinhando – “não há nenhum discurso sobre responsabilidade, nenhum discurso que não fale de bens materiais”.

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