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E a dívida? Ah! É verdade! A dívida…

O nosso fado triste começou por causa da dívida. Da dívida pública, porque embora a privada seja imensa foi a pública que levou à intervenção da troika, a pedido do Governo do PS (o que muita gente já fez por esquecer) depois de anos de farrobadó de todos os governos. Claro que se o BCE tivesse na altura a política que tem hoje, essa intervenção não seria necessária – o que seria uma boa notícia; mas a dívida continuaria a crescer – o que seria uma má notícia. Seria? Perdão; estou enganado, não seria – é uma má notícia porque a dívida não tem parado de crescer

Portanto temos mais dívida e menos riqueza. Qualquer pessoa ou empresa pararia para pensar. Mas não o Estado, não os governos, não os políticos. Hoje soube-se que só no primeiro semestre a dívida das empresas públicas têm um desvio de 2440 milhões (dados da UTAM, Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Setor Público Empresarial), mais ou menos 10 orçamentos do Ministério da Cultura, que é aquele que se despreza sempre que falta dinheiro. No essencial o desvio deve-se às empresas de transportes cuja magnífica gestão, nomeadamente através dos sindicatos, havemos de pagar com muitos juros. Mas houve outras – até a RTP ultrapassou em 17% a meta do endividamento.

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  • Rui Rio questiona se não seria bom criar um imposto para pagar a dívida pública

    Por contraposição, outros impostos baixariam em igual montante e, assim, não haveria aumento da carga fiscal, mas os portugueses saberiam que ao pagarem o imposto, aquela verba não seria para a saúde, educação e obras públicas, mas para pagar os juros decorrentes das dívidas contraídas há anos, considerou o ex-presidente da Câmara do Porto

  • Depois de uma subida matinal, os juros das obrigações a 10 anos dos dois periféricos desceram em relação ao encerramento da semana passada. Bélgica e França lideram subidas das taxas no mercado secundário na zona euro. Volatilidade domina