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CGD: Domingues fumou, mas não inalou

Se o atual presidente da Caixa Geral de Depósitos caísse na parvoíce de me pedir três conselhos, dava-os de bom grado. O primeiro é que nunca deve responder na praça pública a quaisquer comentários sobre si próprio ou a Caixa; o segundo é que deveria entregar os rendimentos daqui a bocadinho (seria, provavelmente, mais simples ao mesmo tempo que os manda para o TC, enviá-los também para televisões, jornais e rádios, porque de qualquer modo eles acabam por aparecer, não há como escondê-los); o terceiro seria para explicar claramente o que quer para a Caixa ou que caderno de encargos lhe foi pedido

O que temos assistido é muito mau. E António Domingues, ou por culpa dele ou por falta de coragem do Governo, é tido como mentiroso, antidemocrático e incumpridor. E, sinceramente, mesmo sem o conhecer, acho que nem 33 mil euros por mês não pagam isso… A última peripécia tem a ver com uma polémica em que se envolveu com o líder do PSD sobre a sua participação em negociações europeias sobre a Caixa quando ainda estava no BPI. Domingues desmentiu Passos, mas o azar é que Passos tinha razão. E agora vem o Governo confirmar que ele, de facto, participou, mas não teve acesso a informação privilegiada. Pois, pois, fumou, mas não inalou – foi como Bill Clinton.

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