Siga-nos

Perfil

Expresso

Saudades de Merkel… Já têm?

Há mais de quatro anos, precisamente a 11 de novembro de 2012, quando Portugal estava sob a intervenção da troika e os antifascistas de profissão e pacotilha diziam que Merkel era a antecipação do nazismo, escrevi o texto que se segue. Na altura, os bem pensantes partiram do princípio que eu era um protofascista. Mas aos argumentos que alinhava, posso acrescentar o que Obama há dias disse da chanceler alemã e ainda o modo como ela defendeu os migrantes e reagiu à vitória de Trump. Num momento em que Marine Le Pen pode ganhar em França e em que Beppe Grillo (apesar do nepotismo e absoluta falta de decoro da ação da sua aliada em Roma) pode tornar-se decisivo em Itália, paremos um minuto e pensemos: como estaria a Europa sem ela? Talvez como a França ou a Hungria, ou mesmo a Holanda onde um extremista (Gert Wilders) começa a meter medo. Aqui fica o texto, na esperança de que se compreenda o que são convicções não ditadas pela manada em que se transformou a comunicação. Ah! E chamem-me o que quiserem…

Tornou-se num lugar tão comum dizer mal da chanceler alemã, que vou ensaiar o contrário: elencar razões para dizer bem dela. Não para aqueles que, como Louçã, num momento de demagogia que só lhe fica mal, a tratam por assaltante; menos ainda para os que a comparam com Hitler (num branqueamento inacreditável do líder nazi). Apenas me dirijo aos que, como eu, desconfiam de tudo o que parece demasiado simples. Que não acreditam que a culpa de todos os males resida numa pessoa.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Orientação para tempos difíceis

    Numa Europa em crise existencial com o Brexit, num mundo com Trump à frente do país mais poderoso do planeta e com desafios eleitorais sensíveis em perspetiva (França, Itália, Áustria, Alemanha), Merkel é apresentada como a derradeira esperança do progressismo liberal num momento de alta tensão e incerteza. A questão é saber se será capaz de travar a onda nacionalista que está a varrer o Ocidente