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Do modo que as coisas vão…

Pensava que tinha sido o escritor americano Mark Twain a dizer a frase, mas rápidas e internéticas investigações deixaram-me na dúvida. Sabe-se que Churchill a utilizou em 1924, dizendo que era de um velho que conhecera. Twain, que morreu em 1910, não era esse velho. James Garfield, vigésimo presidente dos EUA (assassinado quatro meses depois de empossado, em 1881) foi quem a referiu há mais tempo, atribuindo-a também a um velho (tem de ser). A frase é: “Sou velho, tive enormes problemas na minha vida, mas a maior parte deles não existiu”

A introdução serve para inserir uma nota bem-disposta no pessimismo que se segue. Porque não sei se algum de nós poderá dizer isto ou se, pelo contrário, terá problemas com que nunca sonhou. “Do modo que as coisas vão, eles crucificam-me” escreveu Lennon em ‘The Ballad of John and Yoko’, um tema dos ‘The Beatles’ sobre o seu casamento com a artista plástica Yoko Ono. Talvez esta frase seja mais condizente com o mundo atual. Não vemos nuvens negras, olhando para trás. É na nossa frente que elas se acumulam. Depois de Trump, a Rússia deixa o Tribunal Penal Internacional e um dia depois Duterte, o louco furioso das Filipinas, diz que vai fazer o mesmo. Que significa isto? Que os nossos valores se afundam.

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