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Gostava de estar na pele do diretor do FBI?

O diretor do FBI (que podemos comparar à nossa Polícia Judiciária) reabriu um inquérito que já tinha considerado encerrado. Reabriu-o porque uma investigação lateral, que nada tem a ver com a inicial, lhe trouxe novos factos. Nada disto seria muito especial caso a visada na investigação não fosse Hillary Rodham Clinton e ela própria e os seus apoiantes não tivessem disparado contra o diretor do FBI, James Comey, por este entrar na campanha presidencial americana a uma semana do dia de voto

Mas James Comey, tal como explicou ao Congresso, assim como numa carta a todos os funcionários do FBI, tem um dilema moral enorme. Os seus investigadores, quando pegaram num caso, aliás repugnante, de um homem (ex-membro do Congresso) que enviava fotografias pornográficas a uma menor (15 anos) e o fazia à frente do seu próprio filho, encontraram no computador, iPad e telefone desse mesmo homem mails relacionados com a candidata. Não que ela tenha a ver com a sordidez do caso, mas porque este homem é (ou era, há um litígio a correr) casado com Huma Abedin, assistente da candidata e muito próxima de Hillary. E o dilema é: o diretor assumia que esse facto existe, ou calava o facto até depois das eleições?

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  • “Investigação a Hillary, agora, é sabotagem política”

    Numa entrevista exclusiva ao Expresso, o republicano Richard Painter, ex-membro da Administração de George W. Bush, onde exerceu o cargo de chefe do Conselho de Ética da Casa Branca, explica porque interpôs a primeira queixa oficial contra o diretor do FBI, James Comey, por abuso de poder e violação da lei Hatch Act. Em causa está a reabertura da investigação aos emails de Hillary Clinton, a poucos dias das presidenciais americanas.

  • Chefe do FBI “pode ter violado a lei” no caso dos emails de Hillary Clinton

    Acusação foi feita por Harry Reid, líder da minoria democrata no Senado, horas antes de o Departamento de Justiça norte-americano ter obtido um mandado de busca para investigar os milhares de novos emails “de interesse”, cuja existência foi revelada por James B. Comey na sexta-feira, a menos de duas semanas das eleições presidenciais