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CGD: Ou é assim, ou vou-me embora

Já disse, e repito, que tudo me leva a crer que António Domingues seja um excelente gestor. Como alguém também já disse, foi a primeira administração que não levou ‘boys’ para a CGD e isso, só por isso, já merecia um prémio. Porém, se o gestor exigiu determinadas garantias, o que se pode considerar normal numa negociação, já quem as deu, leia-se Mário Centeno ou o Governo, não pode fazer leis à medida nem eximir-se de cumprir as que já existem. Do mesmo modo que certos analistas não podem mandar calar quem afirma isto, com medo do que pode acontecer à Caixa

Refiro-me a diversos comentadores – entre os quais alguns desta casa – que se mostram preocupados com o destino da CGD caso Domingues bata com a porta, por não lhe estarem a assegurar o prometido. Não têm razão! Caros amigos e camaradas de profissão, o dr. António Domingues poderá ter todos os motivos justos para se ir embora. Porém, por muito mau que isso seja para a Caixa (e deverá sê-lo), não é tão mau como o Estado assumir que não cumpre uma lei porque uma pessoa concreta exigiu que assim fosse; e porque o Governo, irresponsavelmente (sublinho esta palavra), lhe garantiu isso mesmo, ao invés de lhe dizer que não tinha poderes para tanto.

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