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Os comunistas mudaram?

Esta manhã participei como moderador num debate sobre a revolução húngara de 1956, na Universidade Católica. É tido como o primeiro levantamento popular contra o comunismo, no sentido de um movimento democrático antitotalitário. Seguiram-se a Checoslováquia, em 1968, e o movimento do ‘Solidariedade’ na Polónia, no final da década de 70. E a minha questão é a seguinte: tendo a União Soviética invadido militarmente os dois primeiros países, cometendo barbaridades inenarráveis, por que razão raramente evocamos esses acontecimentos? Aliás por que razão quase nunca se fala dos milhões de mortos de Lenine e Estaline, ou de Mao (talvez Pol Pot pela sua desumanidade incomensurável seja uma espécie de exceção)

Não é preciso ser muito atento para ver que os golpes no Chile e por toda a América Latina, ou a invasão de Granada estão constantemente na boca dos nossos militantes de esquerda. Mais: a guerra do Iraque é uma constante, mas a invasão do Afeganistão pelos soviéticos foi esquecida. Do mesmo modo, os célebres crimes de Israel estão sempre na agenda, ao contrário dos diversos e muitos crimes dos seus adversários. Que há dois pesos e duas medidas, não tenho dúvidas. A única dúvida é se não se fala destes temas por os acharmos definitivamente ultrapassados ou, pelo contrário, por não se achar politicamente conveniente.

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