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A UNESCO e o muro das lamentações

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Há precisamente oito dias, um dos comités da UNESCO aprovou, em Paris, uma resolução sobre o monte do Templo em Jerusalém, património da humanidade, referindo o local apenas pelos seus nomes em árabe (nomeadamente a Mesquita de Al-Aqsa/Al-Haram Al-Sharif). A ideia da resolução seria condenar agressões de elementos da extrema-direita israelita e dificuldades que as autoridades de Israel colocam para o acesso à Mesquita. O que enfureceu Israel foi nunca se reconhecer no texto que naquela mesma praça esteve o Santo dos Santos do templo de Herodes, do qual resta o muro ocidental (ou Muro das Lamentações), sendo por isso um lugar santo para os judeus

Foi a esse monte, o Monte Moriá que Abraão terá levado o filho, Isaac, para o sacrificar, sendo impedido por Deus no último segundo, numa alegoria de que não mais haveria sacrifícios humanos. Curiosamente, Abraão é figura reverencial dos três monoteísmos – judaísmo, cristianismo e islamismo (sendo que estes últimos situam nesse local a Mesquita que Maomé visitou numa noite e também o lugar onde teria ocorrido o sacrifício de Ismael, meio-irmão de Isaac e segundo a lenda antepassado de todos os islamitas).

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