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Quer Costa reconstruir o arco?

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António Costa anda estranho. Talvez ande estranho para melhor, mas anda estranho. Ontem, na primeira parte da entrevista que deu ao ‘Público’, voltou à questão da ‘condição de recurso’ (quem ganha a pensão mínima demonstrar que não tem outros rendimentos superiores a x), algo que o BE e o PCP detestam, e afirmou que não havia dinheiro para aumentos na Função Pública. Hoje, na segunda parte da entrevista, disse de Mariana Mortágua o que os seus apoiantes deviam ter dito de imediato – não é a linguagem do PS nem faz parte das suas prioridades (sublinho a importância da ideia da linguagem do PS, que de facto jamais foi aquela), – e avisou que cada qual fala por si, elogiando o PCP por dizer (quando se demarca do Executivo) que este é um Governo do PS

Eu penso que Costa se deve deitar com a mesma preocupação com que se levanta todos os dias – continuar primeiro-ministro. E isso há de ter a sua importância no modo como ele conduz, por um lado, a geringonça e, por outro, os interesses próprios e os interesses do PS que lidera.

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  • António Costa e Vítor Gaspar podiam ser como duas retas paralelas, que apenas se encontram no infinito. Não são. Os dois intercetam-se ao virar da primeira esquina de dificuldade. Lembram-se de o antigo ministro das Finanças, aquele neo-liberal horroroso, como lhe chamavam os agora amigos da geringonça, afirmar que os portugueses tinham de escolher sobre o nível de Estado Social que desejavam, porque os impostos teriam de ser em função disso? Pois bem, António Costa, hoje, numa entrevista ao ‘Público’, não só o reafirma como, partindo do princípio que todos querem o Estado Social (e nessa parte terá razão), afirma que os portugueses têm de escolher entre que impostos querem aumentar