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O incrível Mr. Juncker

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O presidente da Comissão Europeia é, de facto, um homem extraordinário. Ou deve ser. Durante 20 anos foi ministro das Finanças do Luxemburgo (1989-2009), parte dos quais acumulou com os 18 anos que foi primeiro-ministro do seu país (1995-2013), tendo ainda acumulado oito anos deste período (2005-2013) com o cargo de presidente do Eurogrupo. Desde 2014, como se sabe, é presidente da Comissão. Ao todo, senhoras e senhores, temos 27 anos de poder

Durante este tempo Mr. Juncker e as suas pequenas células cinzentas (bem sei que a frase é atribuída à personagem de Agatha Christie, o belga Poirot, mas o Luxemburgo é mesmo ali ao lado), nunca deu por nada de estranho em lado nenhum. Na Comissão Europeia, no Eurogrupo, no Parlamento Europeu. Enfim, as coisas corriam numa santidade absoluta. Até que em 2016 Mr Juncker ficou indignado! De um murro na mesa e disse que o Sr. Barroso não podia ir – passados os trâmites legais – trabalhar para a Goldman Sachs! Onde estava o homem que foi ministro das Finanças, primeiro-ministro e presidente do Eurogrupo naquele fatídico ano de 2008 quando a Lehman faliu e uma série de coisas da Goldaman se tornaram do conhecimento público? Estava distraído! Só pode ser isso.

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