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Passos e Costa, a obsessão do défice

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Talvez Passos Coelho e António Costa tenham mais em comum do que cada um deles desejaria; talvez estejam mais irmanados do que os apoiantes de cada um gostariam. Querem exemplos? Há um que é um pouco rasteiro: ambos demoram demasiado tempo a perceber o que têm de fazer. Costa demorou cinco dias a pôr fim ao cafarnaum provocado pelas palavras de Mariana Mortágua em Coimbra, durante um evento do PS; Passos demorou ainda mais tempo a perceber que um livro de mexericos sexuais não deve ser apresentado por um ex-primeiro-ministro que é (ou tenta ser) líder da Oposição

Mas isto seria o menos. Mais evidente na conjugação de esforços de ambos é a sua obsessão pelo défice. A de Passos, durante mais de quatro anos foi de molde a que não conseguindo baixar significativamente a despesa e a dívida, se agarrou às metas do défice de 3%. Parece que houve umas habilidades para o conseguir e o certo é que, pouco tempo depois, já com o Governo Costa, o maldito défice referente ao Governo de Passos, tinha aumentado substancialmente. Veio Costa e prometeu desenvolvimento, criação de riqueza, dinheiro no bolso dos portugueses. Ainda hoje promete o mesmo e diz que não está conformado, mas tem uma boa notícia para dar aos portugueses: o défice será cumprido!

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