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Os pobres, os ricos e os males do mundo

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Uma questão pouco referida acerca do sermão aos socialistas pela autora do IMM (Imposto Mariana Mortágua como, com felicidade, se referiu Filipe Santos Costa no Expresso Curto de hoje) é a seguinte: A pobreza existe porque a riqueza existe? É, apenas, uma questão de distribuição? O bolo a dividir é sempre igual? Se não é sempre igual não gera desigualdade? Estas são perguntas tão velhas como o mundo. E há quem pense ter respostas exatas e quem pense ter apenas aproximações. Há quem pense que o problema é solúvel politicamente e há quem pense que o problema, em si, não tem solução e que apenas a civilização e a moral contribuem para o minorar

Vamos ver. Mortágua a determinada altura disse: “Porque é que há pobreza? Acho que há pobreza porque há muita riqueza. Muita riqueza acumulada, que não pode ser redistribuída pelos mais pobres.” Aceitemos que este postulado está certo. Nesse caso, tudo é simples: tira-se o excesso dos ricos e dá-se aos pobres. Resulta? Nas experiências empíricas não resultou. Ou melhor, acabou tudo pobre (a Venezuela é hoje um bom exemplo, como foi Cuba ou a China ou a URSS). Por isso a social-democracia, com Eduard Bernstein, criou outra via no partido que havia sido o de Marx: Deixar funcionar o mercado, que cria desigualdades, e colocar o Estado não só a regular a atividade desse mercado como a redistribuir, por via do chamado Estado Social.

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