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O acordo UE-EUA e a aliança dos extremos

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“Perdoai-lhes, Senhor, que eles não sabem o que fazem” terá sido uma das frases proferidas por Jesus Cristo, já na cruz. A frase, em si, significa mais do que parece no seu valor literal e tornou-se um lugar-comum. O seu sentido mais fundo é este: uma multidão que mete na cabeça uma ideia torna-se temerosa. É assim o caso do célebre TTIP. Uma coligação da esquerda e extrema-esquerda nacionalistas com a direita e extrema-direita nacionalistas, ambas protecionistas, estão a conseguir vencer o bom senso, afastando os EUA da Europa e dando espaço aos Le Pen, Trump e Putin deste mundo

A primeira questão que levantam, com a complacência do líder do SPD e ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, que declarou o tratado morto, e agora do ministro francês do comércio, Matthias Fekl, também socialista, é que o acordo é mau. É? Não faço ideia! Nem eu, nem ninguém. Porque não há acordo nenhum. Existe apenas o desejo de haver um acordo e negociações para que ele se torne possível. Ora essa ideia, pode não agradar aos franceses por causa da agricultura e ao SPD porque tem certa clientela de esquerda que não quer perder. Mas fazia todo o sentido que os dois maiores espaços de liberdade (de comércio, de circulação de bens e de liberdade política) se entendam. Esse é o ponto de Vital Moreira, que presidiu à comissão de acompanhamento do TTIP no Parlamento Europeu. Escreve ele no seu blogue ‘Causa Nossa’: “Não existe ainda nenhum tratado: nenhum capítulo está concluído e em 1/3 dos capítulos ainda não se iniciaram as negociações”.

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