Siga-nos

Perfil

Expresso

Marcelo e a solidão do PS

  • 333

É curioso constatar que o PS, quando não consegue o apoio dos parceiros que apoiam o seu Governo, fica completamente isolado. Veja-se o caso da alteração da lei de incompatibilidades dos gestores, de forma a acomodar os nomes previamente indicados (e vetados) para a Caixa Geral de Depósitos. O PS estava disposto a alterá-la. O PSD e o CDS – creio que para sublinhar a trapalhada que o Governo criou e, também, por dever de ofício – opõem-se. O Bloco e o PCP, porque são contra qualquer acumulação que não seja de um vegetariano com um LGBTI, também se opuseram. Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa enviou sinais (e ele é bom a mandar sinais) de que também não estava pelos ajustes

Se nos é útil refletir um pouco sobre o assunto, há que dar razão a quem diz que o processo foi uma enorme trapalhada. A começar pela divulgação de nomes que não estavam acordados, passando pelo miserável desconhecimento da lei que os serviços do Ministério das Finanças demonstraram (se alguém quer queimar Mário Centeno é mais ou menos assim que faz). Porque a lei em causa, embora advenha de uma diretiva europeia, é uma lei portuguesa que podemos considerar “mais papista do que o Papa”.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)