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Quem não tem competência não se estabelece

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A ideia geral era a que está no título. Tratava-se de um princípio geral do comércio e dos negócios. Escrevo no passado, porque o chamado ‘risco sistémico’, que veio com a banca e outros negócios, derrotou esta máxima. Hoje só se aplica a tasqueiros, donos de pequenas lojas e armazéns e pouco mais. Os restantes, podem estabelecer-se sem qualquer competência porque o Estado, através dos impostos que cobra, salvam-lhe sempre o negócio

Falemos sinceramente. Em 2008, quando o BPN foi nacionalizado, escrevi esta mesma frase, por ser contra a intervenção do erário público naquele banco. No entanto, quase todos os bem pensantes eram a favor, com medo do ‘risco sistémico’. As consequências – diziam – do ‘risco sistémico’ eram gravosas; haveria uma corrida aos bancos e estes cairiam, um por um, sem apelo nem agravo. Assim, salvando o que consideravam ser a parte boa do grupo, a SLN (e deixando-a em mãos privadas) integraram o banco na CGD. A fatura chegou aos 3237,5 milhões de euros, em 2015, de acordo com o Tribunal de Contas. São 323 Euros por pessoa, cerca de 1000 por família. Não será isto um risco sistémico?

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