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Barroso, Hollande e a Goldman Sachs

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Toda a gente sabe que a Goldman Sachs tem vários esqueletos no armário, e penso que até fora do armário. Toda a gente sabe que Durão Barroso, mesmo abandonando a política, sabia que esses esqueletos existiam. Toda a gente percebe que um presidente da República Francesa, no preciso dia da tomada da Bastilha, festa Nacional de França, devia estar calado sobre este assunto, sobretudo quando está a ser acusado de pagar quase dez mil euros por mês ao seu cabeleireiro.

Vamos por partes. Barroso foi presidente da Comissão numa altura muito difícil para a Europa. Apanhou com a crise em cheio e, tenha a opinião que tiver, sabe que popular e erradamente as pessoas acreditam que a crise teve origem nos bancos e, em especial, no Goldman Sachs. O que aconselharia o bom senso? Que Barroso declinasse o convite.

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  • Barroso desafia as leis da física, andando pelo mundo sem coluna vertebral e mantendo-se, ainda assim, sempre de pé. Mas por mais que me apetecesse escrever sobre ele, Barroso limitou-se a fazer a progressão natural na carreira de “gestor de inevitabilidades políticas que a globalização impõe às economias abertas”. Ou queriam que o homem vegetasse durante uma década num cargo destinado à fina flor da inutilidade, como capacho de quem manda a cada momento, de borla? E está muitíssimo longe de ser o primeiro. É impossível olhar para a União Europeia e não ver a Goldman Sachs por todo lado, sobretudo em todo o lado onde encontramos as causas ou as supostas “soluções” para a crise. Há anos que este grupo financeiro se dedica a comprar políticos no ativo ou a colocar pessoas suas em cargos públicos relevantes. E é apenas a mais alarve, não temendo dar nas vistas. Vai ser preciso muito mais do que umas regras de decoro para resgatar a democracia deste poder sociopata. Será preciso um autêntico levantamento democrático. Nos dias que correm, é quase uma revolução. Barroso é, nesta história, irrelevante. Como prova a extensa lista de avençados internacionais que aqui deixei e que apenas peca por estar incompleta