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O enviesamento do Facebook e das redes sociais

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Esta manhã, ao ver o Facebook, deparei-me com uma notícia estranha. Afirmava que os arguidos do ‘caso Portucale’ tinham sido absolvidos. Havia vários sinais daquela indignação que dura um momento e é muito popular nas redes sociais mas, de todos os comentários que li, só um avisava: “S em retirar importância ao caso, essa notícia tem quatro anos”. E tem. Se a abríssemos veríamos imediatamente a data – abril de 2012

O caso não é grave, tanto mais que não acusava ninguém, salvo a Justiça por, diziam, não ser justa. Porém, mostra – como muitos outros casos surgidos nas redes nos últimos meses e que recentemente foram recordados por Ricardo Costa (uma multa por excesso de velocidade à viatura onde estava Mário Soares, com sete ou oito anos, ou um processo disciplinar contra Rodrigues dos Santos de 2007) como o passado volta à carga. E volta, porque alguém quer que volte. Por exemplo, a notícia que eu vi seria de uma tal ‘vox pop tv”, que tem um site onde não se descortina o responsável.

A par com estas ‘notícias’ escaldantes, há uma chusma de críticas ao jornalismo praticado em Portugal. Crítica em que alinho, sob muitos pontos de vista, exceto neste: a informação prestada nas redes, sem ser por órgãos de comunicação social e por jornalistas é muito pior. No geral é anónima, falsa e sensacionalista. O mais mal feito jornal do país é melhor.

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