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Canavilhas: Pior do que um par de bofetadas…

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Não cometerei a injustiça de afirmar que os ministros da Cultura têm tendências estranhas para soluções totalitárias ou violentas. Há os que sim e os que não. Desde Manuel Maria Carrilho, a braços com um processo pessoal e familiar que não comento, passando pela ameaça de bofetadas profetizada João Soares, este fim de semana a também ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas sugeriu o despedimento de uma jornalista

Bem sei que, pelo meio, houve vários ministros (Sasportes, Santos Silva, Roseta, Isabel Pires de Lima) que não têm ‘cadastro’ nesta matéria (nem noutras, que se saiba). Mas convenhamos que, por norma, um ministro ou ex-ministro porta-se bem, tenta ser exemplar ou, pelo menos, normal.

Ora a ex-ministra, atual deputada e pianista passou as marcas. A sua marca no espaço público é pior do que a baralhada vida privada de Carrilho (que as revistas cor de rosa acompanham com zelo); é pior do que o par de bofetadas preconizado por João Soares (o assunto era com ele e seria ele que as dava, correndo o risco de levar outras). Canavilhas veio à liça no Twitter, a propósito de uma manifestação da Fenprof, sugerir um saneamento. Perguntou (e cito) “Esta jornalista ainda não foi despedida por escrever factos falsos?” Que factos eram esses? O número de pessoas numa manifestação que uma jornalista do ‘Público’ referira… Talvez a coisa mais subjetiva de qualquer ação política.

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  • “Público” diz que Gabriela Canavilhas “caiu na ratoeira dos números”

    O jornal diário, acusado de publicar “factos falsos”, diz em editorial que a ex-ministra da Cultura “escreve como se a sua opinião fosse um facto científico inquestionável”. Canavilhas apelara ao despedimento da jornalista autora da notícia sobre a manifestação em defesa da escola pública e discordara dos números de manifestantes avançados pelo matutino