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Olha, a CGD também precisa de mim!

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Deve haver banqueiros competentes, não serão todos uns facínoras ou incompetentes ou desconhecedores do negócio. Penso que alguns com que me cruzei, ao longo dos anos, são pessoas conhecedoras, pessoas de bem. Mas isto levanta outra questão: por que motivo a generalidade dos bancos (e agora também a CGD) está com a corda na garganta e a precisar de milhões dos contribuintes?

Não podemos partir do princípio que todos os banqueiros foram criminosos ou desleixados, embora alguns o tenham sido. Mas a sequência de escândalos e de problemas é fatal: BPN, BPP, BCP, BES, Banif… Faltava a CGD, que é pública, mas que agora se veem os pés de barro. Dos grandes quem falta? O Montepio, do qual se diz muita coisa, o BPI, que tem maioria espanhola e o Santander, que é mesmo espanhol.

Para lá dos crimes e irregularidades cometidos, ou da velha frase de Buffet (“quando a maré baixa é que se vê quem estava a nadar sem calções”), há um aspeto que todos (ou quase) os banqueiros, os bancos centrais, os governos e a Europa negligenciaram: a crise que surgiu em 2007/2008 não era como as outras. Não era um ciclo que passava em dois ou três anos. Nem sequer na década que já se cumpriu. É uma crise estrutural, definitiva, alteradora de um modelo. A banca, que seguiu um padrão errado quando tudo parecia fácil, está a pagar a falta de prudência e de previdência.

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