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O grande circo das sanções europeias

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Não percebo, mas acredito que não seja para perceber, como pode o PS, partido ainda ontem definido pelo seu líder como socialista e social-democrata moderado, falar de submissão à Europa ou, pior, de vassalagem às teses neoliberais da Europa

É bom, de vez em quando, assentar os pés na terra. É difícil, ou mesmo impossível, não estarmos submetidos a regras e leis de um espaço maior do que o nosso e que integramos por vontade própria. Quisemos entrar no Euro (e foi num Governo do PS, com Guterres, que o fizemos); quisermos pertencer à Europa (e foi num governo liderado pelo PS, com Mário Soares que o assinámos). Mais: o próprio líder do atual, António Costa, disse este fim de semana algo que é claríssimo: que não se pode ser socialista (no sentido que o PS dá à palavra) fora da Europa.

Mas vem João Galamba e diz: isto não é o Partido Europeísta; é o Partido Socialista! E desaba uma salva de palmas sobre ele. Onde está a contradição? Em nome do socialismo, Galamba quer abandonar a Europa? Só fica se a Europa pensar como ele? É que, recordemos, os socialistas não ganharam as eleições europeias e não estão em maioria nem no Parlamento nem na Comissão, que reflete, indiretamente os Governos, nem no Conselho que reflete diretamente os Governos. Por isso, falar de submissão à Europa é falar de submissão a regras previamente aceites – podemos ou não gostar delas, mas são as que temos.

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