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Quatro minutos e meio para mudar o mundo

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Imagine-se, por um momento, que havia uma proposta deveras importante para a humanidade ou para o país no Congresso do PS. O seu subscritor teria quatro minutos e meio para a apresentar. Nem mais nem menos

Tem de ser assim devido ao número elevado de propostas setoriais – 10 - e para que todos falem. Em nome da igualdade, uma proposta sobre a eutanásia tem o mesmo tempo que outra sobre a reestruturação das secções e concelhias. Ou uma sobre a legalização e regulamentação da prostituição leva com a mesma receita do que uma proposta para “fazer a diferença nas comunidades”.

O Congresso que hoje começou é bem a imagem de um PS que foi mudando ao longo dos tempos. Para o bem e para o mal. Em 1984, no Coliseu dos Recreios, uma proposta de Maria Belo aprovou a legalização do aborto sem que houvesse sequer esse conhecimento prévio do secretário-geral e primeiro-ministro, na altura Mário Soares. Agora é tudo mais assético e preparado. A espontaneidade desapareceu e o Congresso, além de não eleger o líder, que já foi eleito, também não vota as moções setoriais. Isso será feito na Comissão Política subsequente.

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