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Mas um gorila vale bem uma criança?

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Há pessoas que conhecem as intenções dos gorilas e gostam de julgar, na praça pública, homens sensatos; há pessoas que não gostam de touradas porque matam os touros, mas não se importam com espetáculos onde pessoas são humilhadas; há pessoas que acham que a caça, a primeira das atividades humanas, deveria ser proibida. Há uma inversão de valores total, feita em manada sempre com o apoio das inestimáveis redes sociais.

O gorila parecia simpático e era de uma espécie rara. Estava protegido num zoo de Cincinnati e seria uma das atrações. Até que uma criança, um rapazinho de três anos, caiu no fosso, com um pouco de água, que constituía parte do habitat do primata. Este, não mostrava intenções agressivas até que agarrou o rapaz e o arrastou pela água. Depois parou junto da criança. O que iria fazer?

Ninguém sabe. Um responsável do zoo decidiu abater o enorme primata de 220 quilos e salvar o rapaz. Por que motivo não lhe deram um tiro com uma bala anestesiante? Porque, dizem os entendidos, isso não teria ação imediata e os intuitos do gorila não eram claros. Harambe, o nome do animal com 17 anos, tem agora vigílias dos defensores dos animais e 132 mil assinaturas nas inevitáveis redes sociais. Há apelos ao boicote do zoo e mesmo a que seja processado, juntamente com o atirador.

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