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Os extremos crescem por falta de centro (e não por centro a mais)

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Num interessante artigo disponível no Financial Times, mas também (traduzido em português, claro) no ‘Diário de Notícias’, o comentador Wolfgang Münchau alega que “as grandes coligações da Europa permitiram o fortalecimento dos extremos”. Este é, aliás, o título que dá ao seu comentário, dando depois exemplos do que se passou na Áustria, onde um candidato presidencial de extrema-direita ficou em primeiro, seguido de um candidato de ‘Os Verdes’ (e deixando de para trás os tradicionais partidos conservador e social-democrata), e ainda na Alemanha, onde o SPD, o mais antigo partido do país, anda pelos 20%, depois de se ter aliado a Merkel numa grande coligação

À partida Wolfgang Münchau parece ter razão, como ele diz muita gente alertou para este fenómeno, ao passo que os “míopes” (como lhes chama) europeus se recusaram vê-lo. Mas qual é a solução do comentador?

A solução, diz ele referindo-se ao SPD, é que não tente ganhar as eleições ao centro, que tenha um líder capaz de renunciar (cito) “às limusines do ministeriais” e possa aliar-se à esquerda. Ou seja, se quisermos colocar aqui uma caricatura, a forma de os partidos centrais não deixaram crescer os extremos é tornarem-se, eles próprios extremistas ou aliados dos extremistas.

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  • Coligação no poder na Irlanda vence eleições sem maioria

    Terminou esta quinta-feira a contagem de votos, seis dias depois de irlandeses terem ido às urnas. Membros do Fine Gael, partido maioritário da coligação no poder, e do Fianna Fail mantêm esta tarde encontros distintos para discutirem perspetivas de novo governo

  • No Reino Unido, o governo chegou ao fim, houve eleições, e os liberais democratas passaram de 57 para oito deputados e os conservadores, com maioria absoluta, já não precisam deles. Os liberais democratas garantiram um governo maioritário que correspondeu, no essencial, ao que seria um governo dos conservadores. Os partidos com menos poder num governo tendem a sofrer maior erosão eleitoral, porque as pessoas sentem que o seu voto foi neutralizado. Não pelas políticas, mas pela forma como se chegou a acordo, vale a pena prestar atenção ao processo de formação do governo alemão CDU-SPD.