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A ditadura de Mário Centeno

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Ouve-se a esquerda suspirar pela submissão da Economia e Finanças à política. E ainda que essa ideia tenha nascido de áreas pouco democráticas, muitos entendem que a democracia, sendo a regra da maioria, devia trazer à rédea curta aqueles que se dedicam às contas e aos negócios

Ora, há neste pensamento, um erro clamoroso. A democracia não é, essencialmente, a regra da maioria, mas antes a regra segundo a qual se escolhe um Governo que deve assegurar a todos os mesmos direitos e deveres (independentemente de serem maioritários ou não). Por outro lado, sem contas certas não há justiça social. Muitos dos que repudiam a política restritiva, ou de austeridade, não entendem que esta é outra forma de defender o Estado social, em vez de rebentar com ele sem cuidar de quem paga.

Sendo assim — e confiando que Mário Centeno tem bom senso (apesar das alegações do PSD de que terá mentido numa comissão de inquérito, coisa que, penso, se está a tornar demasiado banal) — compreendo inteiramente a espécie de ‘ditadura das Finanças’ que o Governo aprovou esta semana através do decreto-lei de execução orçamental.

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