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Os limites de José Sócrates

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A primeira declaração é que não faço a menor ideia se Sócrates é, ou não, culpado de qualquer coisa pela qual esteja acusado. A segunda é que não tenho ideia de que o nosso Ministério Público, por muitos erros que cometa, se sujeite a lógicas políticas. A terceira é que há um limite para a não reação do Estado (da ministra da Justiça, do Presidente da República, da própria Procuradora ou do Supremo Tribunal) a afirmações públicas com enorme gravidade

O problema, em Portugal, quanto a declarações é sempre igual. Se elas forem politicamente incorretas cai o “Carmo e a Trindade”. E não digo politicamente incorretas no sentido em que também as foram as de João Soares (porque as ameaças são intoleráveis). Porém, quando atingem a dignidade do Estado no seu âmago, todos se calam. Eu quero saber se Sócrates tem razão, se há alguma dúvida sobre a razoabilidade do que ele diz, ou se pelo contrário o Estado e o meu Governo acham o que ele diz uma coisa sem sentido, sem pés nem cabeça.

Sócrates afirmou (e não foi a primeira vez), desta vez ao ‘El País’ edição do Brasil, que o processo contra ele, bem como a sua prisão preventiva tiveram como objetivo impedir a sua candidatura a Belém e impedir que o PS ganhasse as legislativas. Sócrates remata com um dramático “conseguiram as duas”. Ou seja, na perspetiva de um ex-primeiro-ministro (e não de um qualquer) vivemos um autêntico golpe de Estado.

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