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Defender o jornalismo

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Ultimamente tornou-se uma espécie de dever acusar a Comunicação Social e os jornalistas por muitos males, mentiras, incompreensões e desgraças do planeta. Os próprios jornalistas ajudam – e curiosamente ainda são das classes menos corporativas e que mais publicamente se criticam. Ajudam, ainda, porque muitas dessas críticas ou são verdadeiras ou fazem sentido. Mas sem o jornalismo, sem a informação séria e ponderada que se continua a fazer, onde estaríamos?

Sou jornalista há quase 40 anos e nunca fiz outra coisa na vida. Nunca quis fazer nem pretendi ser outra coisa, senão jornalista. Conheço perfeitamente todos (ou quase) os nossos erros. A falta de rigor; a confusão entre o que é e não é importante; o desprezo por aquilo que é complexo e a tendência para abusivamente simplificar situações; a colocação de intenções não assumidas pelo próprio nas ações das pessoas objeto de notícia; as fontes anónimas a servirem para dar opiniões e criticar outros atores; a corrupção e troca de favores; a paixão (partidária, clubista, ideológica) a sobrepor-se à razão factual. E muitos etc.

Mas façamos o exercício contrário. Olhemos para as imagens dos refugiados e migrantes, por exemplo. Que seria deles, acaso uma câmara de televisão e um repórter não estivessem dispostos a arriscar, também eles, para os mostrar ao mundo? Mostrar-nos a todos a sua vida, os dramas de que fogem? Ou o que seria a vida de criminosos de colarinho branco ou de políticos corruptos se os jornalistas não investigassem e não divulgassem o que sabem?

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