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Sempre em crise desde 2008

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Podemos entender que tudo o que nos acontece, em Portugal e no mundo, é fruto de conspirações, de maus governos ou de oportunistas sem escrúpulos. Em parte, também é. Mas desde há oito anos que vivemos numa crise sem precedentes que vai evoluindo numa espiral cada vez mais perigosa. Em minha opinião – que sei não ser muito comungada – essa crise nasceu onde costumam nascer todas as crises: como consequências de ideias

Diria que a crise antecede muito 2008. Faz-se sentir nessa altura, mas o seu fermento é antigo. Tem vários ingredientes que se cruzam, misturam, derretem numa amálgama estranha. As ideias que produzimos geraram oportunidades financeiras loucas e, ao mesmo tempo guetos ‘multiculturais’ e tribais perigosos. Estes ingredientes geraram problemas graves na economia, além de diversas crises sociais. Como sempre, as crises económicas e sociais geraram crises políticas.

Não vale, pois, a pena falar de traidores ou de heróis. O que estava em marcha era, e é, imparável caso não consigamos inverter os caminhos tomados. Neste momento a crise política gera crises institucionais e as crises sociais provocam crises humanitárias. A cereja em cima deste bolo azedo é a crise moral – o salve-se quem puder. O que, aliás, está de acordo com as últimas consequências da crise de ideias.

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  • O dia de Brutus

    Foi exatamente há cinco anos. O drama já se vinha a arrastar desde o chumbo do PEC IV no dia 23 de março de 2011 e a consequente demissão do Governo. Mas o primeiro-ministro de então. José Sócrates, ainda tentava evitar um pedido de assistência internacional. Nesse dia à tarde, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, utilizou o punhal com que liquidou a teimosa esperança que Sócrates ainda acalentava