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Expresso

Angola: a falsa teoria da ingerência, a subserviência portuguesa e o lóbi de Luanda

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Por hoje ser dia das mentiras vou começar com uma frase antiga: “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo” (embora saiba que nestes tempos deveria utilizar a frase mais elegante “a mentira tem perna curta”). Vem isto a propósito das justificações de alguns deputados, tanto do PCP como da direita, para não condenarem Angola no ridículo julgamento de Luaty Beirão e seus companheiros

Digo que a mentira tem perna curta porque se justificam com a não ingerência nos assuntos de outros países. Porém, se bem estão recordados todos aqueles deputados (e de todos os partidos, sem exceção) aprovaram no final de janeiro deste ano um voto a condenar a Dinamarca por aquele país ter aprovado no Parlamento, sublinho, o confisco de bens aos refugiados e imigrantes. Fizeram bem, nessa altura. Felizmente não se lembraram do princípio da ingerência.

Há também outro argumento desgraçado: a quantidade de portugueses que estão em Angola, bem como de empresas portuguesas e outros interesses. O maior interesse, para mim, é discutir este conceito. Nos seguintes termos: desconfiam tanto, aqueles senhores deputados, do Governo angolano que temem pela segurança dos portugueses lá residentes ou de passagem? Acham aqueles senhores parlamentares portugueses que as nossas empresas estão lá devido à bondade dos governantes angolanos? Não haverá ganhos em Luanda (mas só em Lisboa) da presença empresarial portuguesa?

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  • Liberdade enjaulada

    Domingos da Cruz Maninho, oito anos e seis meses de prisão efetiva. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão efetiva. Nuno Alvaro Dala, Sedrick de Carvalho, Manuel Chivonde Nito Alves, Inocêncio de Brito, Laurinda Manuel Gouveia, Fernando António Tomás “Nicola”, Mbanza Hamza, Osvaldo Sérgio Correia Caholo, Arante Kivuvu, Albano Evaristo Bingo, Nelson Dibango Santos, Itler Samassuku e José Gomes Hata, quatro anos e seis meses de prisão efetiva. Rosa Conde e Dito Dalí (Benedito Jeremias), dois anos e três meses de prisão efetiva. Angola condenou 17 ativistas. Pedro Santos Guerreiro analisa livremente