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Expresso

Costa: oportunidades e ameaças

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Os sucessos de António Costa à frente do Governo têm sido bastante comentados. Na verdade, pode dizer-se que, apesar das tensas negociações com Bruxelas, o primeiro-ministro alcançou tudo, ou quase, o que se tinha proposto. E dizer isto, ainda que só ao fim de quatro meses não é pouco

Em Marcelo Rebelo de Sousa na presidência Costa foi encontrar um improvável (para os mais desatentos) aliado. Marcelo é a única personalidade política com legitimidade real, expressa em mais de 50% dos votos, e não vai deixar escapar a oportunidade. Por isso mesmo, continuará a acarinhar Costa e o Governo enquanto isso lhe for possível e rentável, o que permite a Costa e ao Governo ter um respaldo no centro-direita que de outro modo não teria. Tivesse Sampaio da Nóvoa ganho e Costa estaria, a meu ver, aflito.

Mas isto não significa – e penso que nem o próprio acredita – que tudo são mares de rosas. Um homem que se permite comemorar a reposição de quatro feriados na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, local onde raramente deve ter entrado alguém de esquerda, sabe que as coisas não serão assim para sempre. E o que lhe pode correr mal é tão simples quanto isto: os factos, a realidade, ou seja a economia e a paralisia do Estado.

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