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Expresso

Justiça: o peso bom e o peso mau

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A Procuradoria belga libertou um homem de nome Fayçal Cheffou, suspeito dos atentados de Bruxelas e em prisão preventiva desde a semana passada. Não foram reunidas provas suficientes contra aquele homem, conhecido como ‘o terrorista do chapéu’ (aparecia nas câmaras de vigilância ao lado de dois dos bombistas que morreram propositadamente no atentado)

Bastante a Sul, em Angola, conseguiram reunir-se provas contra 17 ativistas angolanos que liam um livro. O autor do dito, um manual intitulado “Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura”, o professor universitário Domingos da Cruz, apesar de poder esperar uma Ordem da Liberdade de um país decente, foi condenado a oito anos e meio. O mais mediático do grupo, o rapper Luaty Beirão, a cinco anos e meio.

Imaginemos agora que as situações eram inversas. Que a acusação feita em Angola se passava num país da Europa e que a investigação feita em Bruxelas tinha lugar em Luanda. Impossível, não é?

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  • Polícia divulga vídeo do “homem do chapéu”

    Vários órgãos de comunicação social têm garantido que o terceiro homem envolvido no atentado de terça-feira no aeroporto de Bruxelas é Fayçal Cheffou, detido e acusado de atividades terroristas, mas a procuradoria federal não confirmou nem desmentiu a informação

  • Liberdade enjaulada

    Domingos da Cruz Maninho, oito anos e seis meses de prisão efetiva. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão efetiva. Nuno Alvaro Dala, Sedrick de Carvalho, Manuel Chivonde Nito Alves, Inocêncio de Brito, Laurinda Manuel Gouveia, Fernando António Tomás “Nicola”, Mbanza Hamza, Osvaldo Sérgio Correia Caholo, Arante Kivuvu, Albano Evaristo Bingo, Nelson Dibango Santos, Itler Samassuku e José Gomes Hata, quatro anos e seis meses de prisão efetiva. Rosa Conde e Dito Dalí (Benedito Jeremias), dois anos e três meses de prisão efetiva. Angola condenou 17 ativistas. Pedro Santos Guerreiro analisa livremente

  • Luaty Beirão, o herói insolente

    Henrique Luaty da Silva Beirão, 33 anos, é o improvável herói de um movimento de democratização que cresce todos os dias, tirando o sono ao presidente José Eduardo dos Santos. O ativista está a mudar a História de Angola. No dia em que Luaty foi condenado a cinco anos e meio de prisão, republicamos livremente um texto de José Eduardo Agualusa, saído a 17 de outubro de 2015 na revista E, no qual o autor relata a importância do rosto mais visível dos 17 ativistas que Angola condenou a penas de prisão efetiva