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Eles são humanos e praticam o mal

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Numa interessante reportagem que Hugo Franco e João Santos Duarte fizeram para o Expresso falam com o Imã de uma mesquita holandesa, de nome Zeinal al-Mousawi, que a determinada altura diz a seguinte frase, referindo-se aos autores dos atentados em Bruxelas: “Eles não são muçulmanos, eles não são humanos”

A cena (veja aqui) passa-se na Place de la Bourse, perto da célebre Grand Place e da pequena estátua de Manneken Pis (a fonte com o rapazinho a urinar, que já serviu de inspiração aos cartoonistas na condenação dos atentados) e a dois passos de duas grandes cervejarias com história ‘Le Roi d’Espagne’ e ‘Le Falstaff” e ainda do Teatre de La Monnaie, sede da ópera de Bruxelas e da Igreja de Saint Nicolas. Foi muito central, o local escolhido pelos repórteres – dinheiro, cultura, religião, tradição e história da cidade – tudo anda ali perto. E muitos seres humanos a prestar homenagem às dezenas de vítimas, um deles, pelo menos, embora eu creia que faça eco de muitos outros, afirmando que os autores dos atentados não são humanos.

Mas eu lamento ter uma opinião radicalmente diferente. Os autores, os bárbaros, os criminosos, são humanos. E são muçulmanos, apesar de podermos (e, penso, até devermos) concordar com o Imã al-Mousawi, e dizer que não procedem assim por serem muçulmanos. A minha explicação é mais simples. Os adeptos do Daesh praticam o mal. E qualquer pessoa pode ser levada a praticar o mal, se nas pequenas e grandes escolhas da sua vida não fizer sucessivas opções pelo bem.

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