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Expresso

Como viver com o medo

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Saberemos viver com o medo? Poderemos viver com o medo? Haverá vida digna desse nome se tivermos medo? Ir a um espetáculo pode ser fatal; ou estar numa esplanada; ou numa porta de embarque de um aeroporto repleto de segurança ou, ainda, numa carruagem de metro entre duas estações centrais de uma cidade que previamente estava em estado de alerta máximo contra o terrorismo

Foi em Bruxelas, como já foi em Paris ou em Londres. Pode ser em Roma, em Amesterdão, ou noutra latitude ou longitude qualquer. É no Norte de África e na América do Norte; mas é também no Médio Oriente e no Extremo Oriente. O terrorismo, como tudo neste mundo, é global e, provavelmente, teremos de viver com ele.

Há pouco recordava com camaradas jornalistas já com muitos anos, os grandes medos coletivos por que passámos: a Sida; as ‘vacas loucas’, a gripe das aves. Nenhum se baseava na desumanidade dos homens e mulheres, mas todos pontuaram e alteraram o nosso modo de vida e a nossa maneira de conviver. Das relações sexuais, ao modo como espirra, agora protegendo a boca não com a mão, mas com o cotovelo. Haverá um dia em que olharemos para o terrorismo, apesar da barbárie e da revolta que provoca, deste modo quase descomprometido?

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