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Expresso

Acabou o voto útil? E o inútil?

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Um dos motes do Congresso do CDS que entronizou Assunção Cristas foi o fim do voto útil. De facto, se tomarmos por norma que, de hoje em diante, o bloco que tiver mais deputados no Parlamento pode aliar-se para Governar (coisa que à esquerda não acontecia), a frase faz sentido. No entanto, muita água correrá debaixo das pontes e não sabemos como acabará a experiência (por enquanto ainda é experiência, pode ser que se torne em sistema) de António Costa

Mas o fim do voto útil nesta perspetiva esconde uma outra que é mais nefasta: o voto inútil. Na verdade, um dos problemas que temos com a lei eleitoral (que, ainda assim, tem provado ser respeitada por todos, apesar de cada vez menos eleitores votarem) é o voto inútil.

O voto inútil é imenso: são todos os votos em partidos que não elegem deputados, ou seja, 9,6%, mais do que a votação da CDU e apenas menos 0,6% do que a votação do Bloco. A estes há que somar todos os votos nos partidos maiores obtidos em círculos em que não elegem deputados (por exemplo 8,20% do Bloco em Beja ou 2,61 do MRPP no mesmo círculo; ou 6,72% do Bloco e 3,5% da CDU em Viseu). Ou seja, em todos os círculos há voto inútil.

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